quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mixtape: 2010 em 12 (+1) músicas internacionais, por Laurentino

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Inspirado no projeto ‘12 Músicas e um Segredo’

12 (+1) Músicas Internacionais (em ordem de preferência)

hgh 01 | The Suburbs | Arcade Fire

Entre as 16 faixas que compõem o álbum ‘The Suburbs’, 7 ou 8 músicas poderiam constar estar aqui. Mas o que engrandece a música ‘The Suburbs’ em relação às outras, é a sua capacidade de representar a essência do disco. Se o álbum é uma carta dos subúrbios, como explica Win Butler em entrevista a NME, a faixa título seria a sua apresentação , onde as lembranças do passado, as reflexões do presente e as incertezas do futuro, contidas na letra da música, deixam claro o que será encontrado ao longo do disco.

♪ ‘Sometimes I can't believe it/ I'm moving past the feeling/ Sometimes I can't believe it/ I'm moving past the feeling again’ ♪

gfg02 | Odessa | Caribou

Refrão grudento, flautas, reverberações, vozes etéreas, loops de samplers, barulhos industrias. Em ‘Odessa’, Dan Snaith (o Caribou) esbanjou criatividade nesta harmoniosa ode eletrônica à psicodelia.

‘She can say, she can say, she can say/ She can say, she can say, she can say/ Who knows what she's gonna say?’

fgdf 03 | Fuck You | Cee Lo Green

Esse desabafo em forma de música surgiu como viral no Youtube, em meados de agosto, com a letra da música acompanhando a faixa, e se tornou um hit instantâneo, com uma melodia arrebatadora e refrão fácil. Uma pérola da música pop.

‘I see you driving round town/ With the girl I love/ And I'm like FUCK YOU!/ I guess the change in my pocket/ Wasn't enough/ I´m like FUCK YOU/AND FUCK HER TOO’

hjhk04 | You Wanted A Hit | LCD SoundSystem

Nessa irônica e metalingüística música, James Murphy afirma e reafirma que não sabe criar um hit, mas não é isso que comprovamos ao longo dos seus 9 minutos e 12 segundos de duração. Aliás, em nenhuma das outras faixas que compõe o albúm ‘This is Happening’.

‘Yeah, you wanted a hit/ But tell me, where's the poignant?/ You wanted a hit/ But that's not what we do’ ♪

kanye_west1405 | Runaway | Kanye West

No álbum ‘My Beautiful Dark Twisted Fantasy’, entre o egocentrismo e a mania de grandeza do seu autor, encontramos a poderosa e épica faixa ‘Runaway’ que, acompanhado de uma solitária nota de piano e uma batida melancólica, efeitos de auto-tune (no inaudível trecho final), e participação do rapper ‘Pusha T’, possui uma letra confessional e auto-indulgente, onde Kanye West julga a si mesmo, e a todos aqueles que já o criticaram, e se martiriza ao concluir que não merece ser amado.

♪ 'And I always find, yeah, I always find somethin’ wrong/ You been puttin’ up wit’ my shit just way too long/ I’m so gifted at findin’ what I don’t like the most/ So I think it’s time for us to have a toast’ ♪

24606 | Tightrope | Janelle Monáe

Na funkeada e vibrante ‘Tightrope’, Janelle Monáe conta com a parceria do Big Boi, (do duo OutKast), e cria aqui uma música cheia de groove e com batidas arrebatadoras.

♪ 'Cause baby whether you're high or low/ Whether you're high or low/ You gotta tip on the tightrope/ T-t-t-tip on the tightrope' ♪

ghf07 | Spanish Sahara | Foals

Em 6 minutos e 28 segundos, ‘Spanish Sahara’ tem um início frágil e delicado, que vai crescendo gradativamente, e chega ao final de forma assoladora.

♪ ‘Cause I am/ I'm the fury in your head, I'm the fury in your bed/ I'm the ghost in the back of your head’ ♪

dfg5 08 | Stylo | Gorillaz

Uma batida eletrônica seca e um pulsante baixo programado em computador, criam uma impressionante sonoridade rítmica que fazem cama para as rimas de Mos Def e o despreocupado vocal de Damon Albarn. Mas o grande trunfo aqui, fica por conta da colaboração do lendário Bobby Womack no refrão de forte pegada soul oitentista.

♪ ‘It's its love of electric/ It'll be flowing on the streets/ Night after night/ Just to get through the week/ Sometimes its hard’ ♪

jjhjj 09 | Tighten Up | The Black Keys

Única música do álbum ‘Brothers’ produzida pelo Danger Mouse (do duo Gnarls Barkley), possui uma apaixonante melodia bluesy ensolarada, com forte apelo pop e capaz de fazer com que qualquer pessoa assobie, por horas a fio, a sua introdução.

♪ ‘I wanted love, I needed love/ Most of all, most of all/ Someone said "True Love" was dead/ But I'm bound to fall/ Bound to fall for you/ Oh what can I do?’ ♪

sdfg 10 | How I Got Over | The Roots

Em ‘How I got over’, The Roots abraça o soul numa letra sobre a realidade da vida nas ruas, que ensina as crianças a "não dar a mínima", como Dice Raw canta no exepcional refrão – que deixa subentedido o seu desejo de refutar essa lição.

♪ ‘Out on the streets, where I grew up/ First thing they teach us, not to give a fuck/ That type of thinking can’t get you nowhere/ Someone has to care’ ♪

5641 11 | Sorrow | The National

Com uma sonoridade elegante e melancólica, embalada pela poderosa voz de Matt Berninger ,‘Sorrow’ é o lamento de um homem abatido pela tristeza, que conformado com a situação, não almeja nada além pra si.

♪ ‘It's only my half of heart alone/ On the water/ Cover me in rag and bones, sympathy/ Cause I don't wanna get over you./ I don't wanna get over you’ ♪

dfghf 12 | Write About Love | Belle & Sebastian

Contando com uma adorável participação da atriz Carey Mulligan nos vocais, ‘write about love’ é uma ensolarada canção, que remete aos anos 60’, cuja letra versa sobre uma garota que, entediada no trabalho, escreve sobre o amor.

♪ ‘You've got to see the dreams through the windows and the trees of your living room’ ♪

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Mixtape: 2010 em 12 (+1) Músicas internacionais

domingo, 12 de dezembro de 2010

Juliana R.

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“Juliana R. será colocada, por muitos, na lista de novo artistas folk, mas ela vai além disso. De Sorocaba, interior paulista, direto para a capital, aos 20 e poucos anos ela vem conquistando, devagar, seu espaço na cena alternativa com doces letras autorais, simples, misturando idiomas e brincando com o jeito de cantar. Personalidade na voz, talvez seja essa a grande diferença de Juliana entre tantas novidades.

Um aperitivo do som de Juliana R. (abreviação de Rodrigues, para os mais curiosos) está nas 4 faixas, que integram o primeiro EP dela, lançado em 2008, podemos ver que as influências vão além do folk, com cada uma ganhando um clima bem diferente da outra. Um mix de sensações, seja na animada El Hueco, a romântica Since I’Ve Meet You, e a balada matadora If You Could See Me Now.

E enquanto ela brinca, tentando fugir das classificações musicais, se definindo ora como romântica, ora como experimental/latino, podemos dizer que, apesar da brincadeira, pitadas de todos esses gêneros estão nas músicas.” (Continue lendo no Palco Alternativo)

Leia também: Outros Críticos entrevista Juliana R.


Juliana RJuliana R. EP (2008)

01. Since I've met you
02. Longe
03. El Hueco
04. If you could see me
05. Andem comigo (bônus)

encarte_juliana_r2capaJuliana R. (2010)

01. Fuga
02. Dry These
03. Vou ver, de repente
04. El hueco
05. Since I've met you
06. Longe
07. Desde que cheguei
08. If You Could See
09. Pela metade
10. Viagem

"ela canta pedaços de sonhos, o contrabaixo ao seu lado parece parceiro, parceiro de dança, ela cantando parece dança."

- Clarice Flor, colaboradora do blog Outros Críticos.

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Nina Simone

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Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 — Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003), nascida Eunice Kathleen Waymon, foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, a “música do diabo”, nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas.
Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.
Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Julliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção ‘Mississipi Goddamn’ tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.” (Fonte: last.fm)

Lançado postumamente, essa antologia abrange toda a carreira de Nina Simone, desde sua versão de I Loves You, Porgy, de George & Ira Gershwin, gravada em 1957, a A Single Woman, faixa-título do seu último disco de estúdio. A coleção inclui uma faixa inédita, The Glory of Love, gravada em 1967. Entre as composições da cantora, figuram Mississippi Goddam, Four Women e To Be Young, Gifted and Black. Versões definitivas para clássicos como ‘My Baby Just Cares for Me’ (Gus Kahn / Walter Donaldson) e ‘Please Don't Let Me Be Misunderstood’ (Bennie Benjamin/ Gloria Caldwell /Sol Marcus), escrita especialmente para cantora, são outros destaques dessa fundamental antologia.

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Nina Simone: Anthology

CD1

01. I Loves You, Porgy
02. My Baby Just Cares for Me
03. The Other Woman
04. Black Is the Color of My True Love's Hair
05. Nobody Knows You When You're Down and Out
06. Trouble in Mind
07. Mississippi Goddam
08. See Line Woman
09. Don't Let Me Be Misunderstood
10. I Put a Spell on You
11. Ne Me Quitte Pas
12. Strange Fruit
13. Four Women
14. Sinner Man
15. Do I Move You?

CD2

1. I Want a Little Sugar in My Bowl
2. I Wish I Knew (How It Would Feel to Be Free)
3. The Glory of Love
4. To Love Somebody
5. Do What You Gotta Do
6. Ain't Got No (I Got Life)
7. Why? (The King of Love Is Dead)
8. Everyone's Gone to the Moon
9. Revolution Listen
10. To Be Young, Gifted and Black
11. Who Knows Where the Time Goes?
12. Here Comes the Sun
13. Just Like a Woman
14. Funkier Than a Mosquito's Tweeter
15. Rich Girl
16. A Single Woman

"Seja o que for que alguém possa concluir sobre minha música, seja o que for que alguém sinta por ela, saiba que a perturbação que ela provoca é também parte da perturbação do ouvinte. Tudo o que você ouve nessa música é absolutamente verdadeiro."

Nina Simone

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cee Lo Green

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Embora seja mais conhecido por ser metade do duo que forma o Gnarls Barkley, ao lado do DJ e produtor Danger Mouse, Cee Lo Green (Thomas DeCarlo Callaway, nascido em 30 maio de 1974) possui uma carreira solo elogiada pela crítica. Iniciando-se na música como um membro do Goodie Mob, em 1996, no cenário da cidade em que nasceu, Atlanta, o grupo de hip hop conseguiu fazer um relativo sucesso local e nacional. Apesar disso, o cantor decidiu abadandonar o grupo, em 1999, para seguir uma desejada carreira solo.

Em 2002, Cee Lo Green lança seu primeiro disco solo ‘Cee Lo Green and His Perfect Imperfections’, mesclando soul/funk/jazz ao seu hip hop, mas embora não tenha sido um sucesso de vendas, rendeu algum reconhecimento com o single ‘Closet Freak.’ Dois anos depois, em 2004, é lançado seu segundo disco, o ‘Cee Lo Green... Is the Soul Machine’, abrangendo ainda mais a mistura entre o Southern hip hop e a Soul music, além de contar com diversas participações, entre elas os rappers Ludacris, T.I.L e Pharrel, e o produtor Timbaland, constrindo assim um albúm mais marcante que o seu antecessor.

Em 2006, Cee Lo Green dá uma pausa na sua carreirra solo, e inicia uma produtiva e aclamada parceira com Dangermouse, formando o Gnarls Barkley, que rendeu dois discos, e um single de enorme sucesso mundial, ‘Crazy’.

Agora, em 2010, Cee Lo Green retorna ao seu trabalho solo com o disco ‘The Lady Killer’, depois de passar três anos trabalhando nele. Fortemente infuenciado pelos sons da Motown, teve como primeiro single ‘Fuck you’, uma preciosa pérola pop, que foi lançado no Youtube como viral, antes do albúm ser lançado, e que acabou emplacando nas paradas de sucessos, impulsionando uma grande espectativa pelo lançamento do disco. E tal expectativa pelo disco, é enormemente recompensada pelo brilhante talento de Cee Lo Green.

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Cee Lo Green and His Perfect Imperfections (2002)

01. "Bad Mutha"
02. "Close Encounter (break)"
03. "Big Ole Words (Damn)"
04. "Closet Freak"
05. "Live (Right Now)"
06. "El Dorado Sunrise (Super Chicken)"
07. "A Thug's Concern (break)"
08. "One for the Road"
09. "Let Him Sing If He Wants To (break)"
10. "Spend the Night in Your Mind"
11. "Suga Baby"
12. "Gettin' Grown"
13. "Bass Head Jazz"
14. "Microhard"
15. "Under tha Influence (Follow Me)"
16. "Medieval Times (Great Pretender)"
17. "Country Love"
18. "Awful Thing"
19. "Maintenance Man (break)"
20. "Young Man (Sierra's Song)"
21. "Well Damn, Lo (break)"

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Cee-Lo Green... Is the Soul Machine (2004)

01. "Intro"
02. "Soul Machine"
03. "The Art of Noise" (feat. Pharrell)
04. "Living Again"
05. "I'll Be Around" (feat. Timbaland)
06. "The One" (feat. Jazze Pha & T.I.)
07. "My Kind of People" (feat. Jazze Pha & Menta Malone)
08. "Childz Play" (feat. Ludacris)
09. "I am Selling Soul"
10. "All Day Love Affair"
11. "Evening Newz" (feat. Chazzie & Sir Cognac The Conversation)
12. "Scrap Metal"
13. "Glockapella"
14. "When We Where Friends"
15. "Sometimes"
16. "Let's Stay Together" (feat. Pharrell)
17. "Die Trying"
18. "What Don't You Do?" (Outro)

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The Lady Killer (2010)

01. "The Lady Killer Theme (Intro)"
02. "Bright Lights Bigger City"
03. "Fuck You"
04. "Wildflower"
05. "Bodies"
06. "Love Gun Ft. Lauren Bennett "
07. "Satisfied"
08. "I Want You"
09. "Cry Baby"
10. "Fool For You Ft. Philip Bailey"
11. "It's OK"
12. "Old Fashioned"
13. "No One's Gonna Love You"
14. "The Lady Killer Theme"

"Por muito tempo eu fui underground e fiquei nas sombras, e eu preciso ser visto como um exemplo a ser seguido: 'esta é a direção certa - vamos seguir este homem'. Eu acho que sou necessário hoje, como artista, como indivíduo, como entidade, como enigma, como exibicionista, como entertainer; enfim, como uma alternativa".

(Cee Lo Green, em entrevista ao The Guardian)

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Late Night Tales

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Late Night Tales é uma série de albuns em que artistas convidados vasculham sua coleção de discos, reúnem suas canções favoritas, revelando suas referências. Criada em 2001, e intitulada como Another Late Night, teve como o primeiro convidado, o duo Fila Brazillia. Agora, a série conta com mais de 20, artistas como Nightmares On Wax, Four Tet, Jamiroquai, Arctic Monkeys, Groove Armada, Zero 7, Fatboy Slim, Snow Patrol, e mais recentemente, The Cinematic Orchestra.

Nessa postagem, você encontrará quatro albuns da série, criadas pelos seguintes artistas: Flaming Lips, Belle & Sebastian, Air e Nouvelle Vague. Cada uma contendo sua particularidade, e uma notável e agradável diversidade.

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LateNightTales: Flaming Lips (2005)

01. Bjork – Unravel
02. Miles Davis – My Ship
03. Chris Bell – Speed Of Sound
04. Faust – It's A Bit of A Pain
05. Roxy Music – 2HB
06. Alfie – People
07. Aphex Twin – Film
08. Mice Parade – Galileo
09. The Chameleons – Up The Down Escalator
10. The Flaming Lips – Seven Nation Army (Harry Potter’s and George W. Bush’s Severed Head Arm Mix)
11. The Chemical Brothers – Playground For A Wedgeless Firm
12. Love & Rockets – Saudade
13. Lush – Monochrome
14. Psychedelic Furs – Sleep Comes Down
15. Nick Drake – River Man
16. Sebadoh – On Fire
17. Radiohead – Pyramid Song
18. 10cc – I’m Not In Love
19. Brian Eno – Another Green World
20. David Shrigley – The Jist

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LateNightTales: Belle & Sebastian (2006)

CD1 - CD2

01. "Gratuitous Theft in the Rain" - Rehash
02. "How Long Blues" - Jimmy and Mama Yancey
03. "Here's What's Left" - RJD2
04. "Questions" - Lootpack
05. "O My Friends You've Been Untrue to Me" - Demis Roussos
06. "French Disko" - Stereolab
07. "On a Clear Day You Can See Forever" - The Peddlers
08. "Cissy Strut" - Butch Cassidy Sound System
09. "Ring of Fire" - Johnny Cash
10. "Free Man" - The Ethiopians
11. "Do You Really Want to Rescue Me" - Elsie Mae
12. "It's an Uphill Climb (To the Bottom)" - Walter Jackson
13. "I'm In Your Hands" - Mary Love
14. "Coś Specjalnego" - Novi Singers
15. "Lost in the Paradise" - Gal Costa
16. "People Make the World Go Round (Kenny Dixon Jr. Remix)" - Innerzone Orchestra
17. "Uhuru" - Ramsey Lewis
18. "Fly Like an Eagle" - Steve Miller Band
19. "Get Thy Bearings" - Donovan
20. "Green Grass of Tunnel" - múm
21. "Casaco Marron" - Belle & Sebastian
22. "Taireva" - Zimbabwe Shona Mbira Music
23. "Let Your Conscience Be Your Guidance" - Space Jam
24. "Watch the Sunrise" - Big Star
25. "Badinerie from Bach's Orchestral Suite No.2 in B Minor" - Boston Baroque
26. "When I Was a Little Girl" - David Shrigley

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LateNightTales: Air (2006)

01. "All Cats are Grey" - The Cure
02. "Planet Caravan" - Black Sabbath
03. "O' Venezia Venaga Venusia" - Nino Rota
04. "I Shall Be Released" - The Band
05. "Camille" - Georges Delerue
06. "Ghosts" - Japan
07. "The Old Man's Back Again" - Scott Walker
08. "Come Wander With Me" - Jeff Alexander
09. "Metal Heart" - Cat Power
10. "Lovin' You" - Minnie Riperton
11. "For the World" - Tan Dun
12. "Le long de la rivière tendre" - Sébastien Tellier (English: Along the loving river)
13. "My Autumn's Done Come" - Lee Hazlewood
14. "P.L.A." - Robert Wyatt
15. "Let's Get Lost" - Elliott Smith
16. "Cousin Jane" - The Troggs
17. "Musica" - Air/Alessandro Baricco
18. "Pavane pour une infante défunte" - composed by Maurice Ravel, performed by The Cleveland Symphony Orchestra

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LateNightTales: Nouvelle Vague (2007)

CD1 - CD2

01. "Girlfriend" - The Specials
02. "Come On Eileen" - Nouvelle Vague (original by Dexys Midnight Runners)
03. "Baby" - Os Mutantes
04. "Unless" - Pale Fountains
05. "San Francisco Is A Lonely Town" - Charlie Rich
06. "Movement Of Fear" - Tones on Tail
07. "Chaos" - Phoebe Killdeer
08. "Urban Serenade" - Avril
09. "And I Love Him" - Shirley Horn
10. "The Vespertine Park" - Gavin Bryars
11. "A Fire In The Forest" - David Sylvian
12. "Civilization" - Art Bears
13. "You're My Thrill" - Peggy Lee
14. "By The Time I Get To Phoenix" - Glen Campbell
15. "Le Poisson Des Mers Du Sud" - Isabelle Antena
16. "The Last Trick" - Anja Garbarek
17. "Nicole" - Les Petroleuses
18. "Phoenix" - Cibelle
19. "You And Your Sister" - This Mortal Coil
20. "Lonely Girl" - Julie London
21. "What I Ate" - David Shrigley

"É sempre uma jornada pelas horas mais íntimas. O que nos difere de outras coletâneas são nossos covers e as faixas com pequenas histórias narradas, sempre fechando os CDs"

(Sean Brosnan, PR da Azuli, contando a história da série)

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